A Diabetes Mellitus é uma doença endócrina que ocorre quando o organismo não consegue utilizar corretamente a glucose. Após a refeição o alimento é digerido e todos os nutrientes são absorvidos pelo intestino. No caso da glucose, esta é transportada da corrente sanguínea para as células de todo o organismo, funcionando como a sua fonte de energia.

Nossa Clínica Veterinária oferece a especialidade de Endocrinologia Veterinária, principalmente para diabetes canina. Recebemos tutores de toda São Paulo

Para que a glucose seja transportada para as células é necessário insulina. A insulina é uma hormona produzida pelas células-beta do pâncreas que, após a sua síntese, é libertada para a corrente sanguínea de forma a cumprir a sua função. 

Keila Renata Ortêncio (CRMV-SP 14352), veterinária em Santo André

Veterinária Keila Renata Ortêncio (CRMV-SP 14352)

Formada pela UNIRP, pós-graduada pelo Instituto de Ensino Universidade Brasil (qualittas) em endocrinologia veterinária, ela é a proprietária e também responsável pelos atendimentos de Endocrinologia Veterinária em Santo André.

Os tipos de diabetes em cachorros

Diabetes com deficiência de insulina

Medir glicose cachorro

É a Diabetes do tipo I, resulta de uma insuficiente produção de insulina pelo pâncreas o que leva a uma acumulação da glucose no sangue e consequentemente a uma diminuição da chegada de energia às células. Este aumento dos níveis de glucose no sangue denomina-se de hiperglicemia, característica dos animais diabéticos.

Cães com esse tipo de diabetes precisam de doses diárias para substituir a insulina que está faltando. Este é o tipo mais comum de diabetes em cães.

Nestas situações, como o organismo não consegue utilizar a glucose como fonte energética, vai utilizar a gordura e as proteínas musculares, o que irá provocar perda de peso. Por esta razão o animal está sempre com fome e come muito, pois as células têm falta de energia mas, por outro lado, emagrecem, já que a sua alternativa é a metabolização da gordura e do músculo. 

Diabetes resistente à insulina

É quando o pâncreas produz insulina, mas o corpo do cão não está utilizando a insulina como deveria. As células não estão respondendo à “mensagem” da insulina, de modo que a glicose não está sendo puxada para fora do sangue e para dentro das células. Este tipo de diabetes pode ocorrer especialmente em cães obesos mais velhos.

As cadelas também podem desenvolver resistência temporária à insulina durante o calor ou durante a gravidez.

Fatores de risco da diabetes em cães

A diabetes canina é muito comum – entre 1 em cada 100 e 1 em cada 500 cães desenvolvem diabetes. Qualquer cão pode desenvolver diabetes, mas alguns apresentam mais predisposição. A diabetes ocorre tipicamente quando os cães têm entre 4 e 14 anos. As cadelas não esterilizadas apresentam um risco de desenvolvimento da doença duas vezes maior do que os cães machos.

Entre os principais fatores de desenvolvimento de diabetes canina, podemos destacar os seguintes: 

  1. Obesidade
  2. Idade (cachos com meia idade e idosos)
  3. Raças com tendência à doença
  4. Fatores genéticos
  5. Uso de medicamentos de caráter corticoesteróides
  6. Síndrome de Cushing
  7. Pancreatite
  8. Fêmeas não castradas

Raças que mais tem diabetes

  1. Poodle miniatura
  2. Cocker Spaniel
  3. Doberman
  4. Golden Retriever
  5. Labrador
  6. Lulu da Pomerania ou Spitz Alemão
  7. Pastor Alemão
  8. Dachshund (cachorro salsicha)
  9. Beagle
  10. Schnauzer
  11. Lhasa Apso
  12. Rottweiler
  13. Yorkshire

Sintomas da diabetes canina

Conhecer os sinais da diabetes é o primeiro passo para proteger a saúde do seu cão. Se qualquer uma das frases abaixo descreve seu animal de estimação, fale com seu Médico Veterinário sobre a possibilidade de diabetes: 

  • Sede excessiva.
    O cão bebe água com muita frequência (polidipsia) e seguir tendo sede.
  • Aumento da micção
    O cão pode aumentar a frequência da urina (poliúria) e pode começar a ter “acidentes” em casa. Aumento da micção (e aumento da sede) acontece porque o corpo está tentando se livrar do excesso de açúcar, eliminando-o pela urina, juntamente com a água que se liga ao açúcar.
  • Perda de peso . 
    O cão pode perder peso apesar de comer porções normais. Isso ocorre porque o cão não está convertendo eficientemente os nutrientes dos alimentos.
  • Aumento do apetite.
    O cão pode estar com muita fome (polifagia) o tempo todo, porque as células do corpo não estão recebendo toda a glicose de que precisam, mesmo que o cão esteja comendo uma quantidade normal.
  • Olhos turvos, esbranquiçados.
    Esse é um sintoma comum da catarata, uma das principais consequências da diabetes canina mau administrada. Mas vale lembrar que olhos esbranquiçados nem sempre sao catarata.

Outros sinais de que deve estar atento são: infecções recorrentes ou crônicas (incluindo infecções cutâneas e urinárias). Recomenda-se que na presença de um destes sinais o animal seja examinado pelo Médico Veterinário. O profissional vai pedir os exames necessários para conferir a saúde do seu pet, bem como saber quais remédios veterinários devem ser aplicados.

Sinais avançados da diabetes canina

Diabetes não controlado pode levar a efeitos devastadores no corpo do cão, razão pela qual a detecção precoce e o tratamento adequado são cruciais. Os efeitos da diabetes na saúde do cão podem incluir:

Como a Diabetes é diagnosticada?

A Diabetes Mellitus é considerada pelo Médico Veterinário quando há a presença dos sinais clínicos referidos. São realizados testes laboratoriais sanguíneos e análise de urina de forma a fazer o diagnóstico diferencial com outras doenças características de animais idosos. Na presença de elevados níveis de glucose sanguínea em jejum e de glucose na urina de forma persistente confirma-se o diagnóstico. 

Como é o tratamento?

Se foi diagnosticada diabetes ao seu cão, então agora é hora de aprender a cuidar do seu animal de estimação diabético. O objetivo do controle da diabetes é manter as concentrações de glucose em níveis que não sejam elevados, evitando subidas e descidas abruptas, e reduzir ou eliminar os sinais da diabetes, tais como sede e micção excessivas.

O tratamento da diabetes canina se dá de fundamentalmente três formas:
Dieta, Exercícios e Doses de insulina

Embora a diabetes não possa ser curada, a doença pode ser controlada com sucesso com injeções diárias de insulina e alterações na dieta. E um controle bem sucedido da diabetes significa que o seu cão pode levar uma vida feliz, saudável, ativo e com qualidade de vida. 

Quando a Diabetes Mellitus é diagnosticada o Médico Veterinário prescreve um tipo de insulina. Esta é administrada por via subcutânea com uma pequena agulha que, normalmente, é bem tolerada pelo animal. O tutor deve aprender corretamente com o Médico Veterinário como preparar e administrar a insulina.

Tratamento diabetes mellitus em cachorros em São Paulo

Cada animal reage de forma diferente à insulina e por isso não existe uma dose nem um tipo de insulina igual para todos, esta deve ser adaptada ao animal.

São necessárias monitorizações ao longo do tempo pelo Médico Veterinário de forma a manter os valores de glicêmia controlados. No entanto, caso haja alguma alteração no animal este deve ser examinado pelo Médico Veterinário, pois pode ser necessário ajustar a dose de insulina. 

A dieta para diabetes canina desempenha um papel fundamental no controle da Diabetes pois ajuda a controlar a quantidade de glucose ingerida pelo animal. Existem rações formuladas no mercado para animais diabéticos. Idealmente a dose diária deve ser dividida em duas vezes, uma de manhã e outra a noite.

A alimentação pode ser acompanhada pela administração de insulina, de acordo com a prescrição efetuada para o animal. Não devem ser adicionados extras à ração pois estes apenas vão descontrolar os níveis de glucose no animal. 

O exercício ajuda a manter os animais de estimação ativos, saudáveis e felizes. Mas para cães diabéticos, o exercício precisa de ser regulado, porque a atividade física afeta as concentrações sanguíneas de glucose do seu cão. O melhor é criar uma rotina de exercícios consistentes para o seu cão diabético para evitar mudanças bruscas de requisitos de energia (glucose). Se estiver preocupado com a quantidade de exercício que o seu cão diabético precisa, pergunte ao seu Médico Veterinário. 

Tratamento diabetes canina em São Paulo

Clinica Veterinária em Santo André
Clinica Veterinária em Santo André

Há mais de 15 anos em Santo André, a Clínica Veterinária Uau Uau Que Mia, oferece o melhor em relação ao atendimento médico veterinário à seus clientes e pets. Atendemos todas as cidades da região metropolitana de São Paulo.

Nosso objetivo é ser referência em Endocrinologia Veterinária, Oftalmologia Veterinária, Oncologia Veterinária e Felinos, e para isso contamos com uma equipe extremamente capacitada e experiente nos respectivos temas.

Contamos em nossa equipe com a médica veterinária Keila Renata Ortêncio, CRMV-SP 14352, que é endocrinologista da Clínica.

Diabetes canina tem cura?

Infelizmente, a diabetes não pode ser curado.

No entanto, ele pode ser gerenciado com tratamentos após o diagnóstico. Se a diabetes em cães for deixada sem tratamento, pode resultar em catarata, cegueira, amputações, convulsões, insuficiência renal ou cetoacidose, uma condição potencialmente fatal com níveis baixos de insulina.

Quanto mais cedo você conseguir verificar os níveis de glicose no sangue do animal e diagnosticar diabetes em cães, menor a probabilidade de ele sofrer essas sérias conseqüências para a saúde e a vida mais longa e saudável que ele pode viver.

Diabetes canina em filhotes

Diabetes canina em filhotes
Diabetes canina em filhotes

Quando o pâncreas não se desenvolve normalmente no filhote (geralmente em filhotes com menos de um ano de idade), com o resultado sendo a produção de insulina insuficiente, então ela é chamada de diabetes mellitus precoce. Independentemente da causa ou idade em que é diagnosticada, o resultado é que o pâncreas não produz quantidade suficiente do hormônio da insulina.

Estudos apontam que um dos motivos pode ser uma doença autoimune ou também danos que são provocados ao pâncreas, por meio de algumas doenças. Outro fator relevante é que a genética também pode estar relacionada à doença. Por exemplo, na raça Golden Retriever é considerada hereditária.

Sintomas da diabetes em filhotes – A diabetes precoce geralmente resulta em um crescimento inadequado do cão. O filhote geralmente fica menor do que o normal, apresenta fraqueza. Filhotes diagnosticados não só não conseguem crescer adequadamente, mas também perdem peso, apesar de estarem com fome e comerem bastante comida.

Cuidados especiais 

Um animal com Diabetes Mellitus requer tratamento para a vida. É fundamental cumprir rigorosamente a dieta indicada e administrar insulina conforme o prescrito pelo Médico Veterinário de forma a manter os níveis sanguíneos de glucose dentro dos valores normais.

Cada animal é individual e reage de forma diferente, por isso por vezes, pode ser necessário ajustes na dose de insulina e por isso o animal deve ser acompanhado pelo Médico Veterinário regularmente para monitorizações. Alguma alteração nos sinais do animal devem ser imediatamente transmitidos ao Médico Veterinário pois podem surgir complicações, como é o caso da Cetoacidose Diabética.

O cumprimento do tratamento prescrito e monitorizações ao longo do tempo é a chave para o controle adequado dos níveis de glicêmia evitando complicações e dando ao animal uma vida longa e com qualidade. 

O que é a Cetoacidose Diabética? 

Cetoacidose Diabética em cachorros
Cetoacidose Diabética em cachorros

A Cetoacidose Diabética é uma das complicações da Diabetes Mellitus que ameaça a vida do animal. A metabolização intensa de lípidos e de proteínas devido a uma hiperglicemia persistente leva à produção de corpos cetônicos, o que resulta numa acidificação do sangue.

Esta alteração pode ser detectada através de uma análise à urina por meio de uma tira própria. É por isso que o seu Médico Veterinário lhe pode pedir para avaliar com alguma regularidade a presença ou não de corpos cetônicos na urina. Nesta fase o animal evidencia anorexia (o animal não come), náusea, vômitos, respiração rápida e profunda e hálito a acetona.

O animal demonstra alteração de comportamento e pode mesmo entrar em coma. Quando o pH está muito baixo surge choque hipovolêmico, arritmia cardíaca e diminuição dos movimentos respiratórios. É assim uma urgência veterinária que, que deve ser controlada o mais rapidamente possível já que pode pôr em risco a vida do animal.